Débora Havranek
Blog, fotos, palavras e afins...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Reflexão de uma leitura abençoada
Tenho perdoado a todos? Há em mim alguma malícia, algum despeito ou ódio, violenta inimizade no meu coração? Conservo ressentimento ou tenho recusado a reconciliar-me com alguém?
Fico irado? Em meu peito ferve a cólera? É verdade que ainda perco a paciência? A ira, ocasionalmente, me arrasta por onde ela bem entende?
Há algum resquício de inveja em mim? Quando alguém é preferido, e eu desprezado, sinto-me degradado, cheio de despeito? Tenho inveja daqueles que sabem orar, falar ou fazer muitas coisas melhor do que eu?
Perco a paciência e fico irritado? As pequeninas coisas me irritam e aborrecem? Ou antes me mantenho sempre gentil, calmo e impertubável em todas as circunstâncias?
Sinto-me ofendido com facilidade? Quando os outros deixam de notar minha presença ou passam por mim sem dirigir-me a palavra, fico ofendido? Se a outros é atribuída grande honra, ao passo que sou negligenciado, como me sinto?
Há algum orgulho em meu coração? Fico soberbo? Dou excessiva importância a minha posição e realização pessoal?
Tenho sido desonesto? Meus negócios são francos e estão acima de suspeitas? Nosso metro tem cem centímetros e nosso quilograma tem mil gramas? Trabalho oito horas honestamente? Pago um salário honesto aos meus empregados?
Tenho sido bisbilhoteiro? Fiz fofoca do meu próximo com alguém? Tenho caluniado o caráter alheio? Ajudei a espalhar histórias falsas sobre outras pessoas e me intrometo nas questões alheias?
Critico os outros sem amor, com violência e perversamente? Vivo encontrando faltas nos outros?
Roubo a Deus? Tenho roubado o tempo que pertence a ele? Tenho-lhe sonegado o dízimo?
Sou mundano? Amo o resplendor, a pompa e a imodéstia do mundo?
Tenho furtado? Porventura tenho me apossado às ocultas de pequenas coisas que não me pertencem?
Cultivo uma atitude de amargura contra os outros? Há ódio em meu coração?
Minha vida se caracteriza pela frivolidade? Minha conduta é inconveniente? Por causa das minhas ações, o mundo me considera um dos seus?
Tenho enganado a alguém e deixado de fazer restituição? Deixei-me escravizar pelo espírito de Zaqueu antes da conversão? Ou, como Zaqueu convertido, estou devolvendo as coisas - pequenas e grandes, pertencentes a outrem? Devo restaurar o ferido, desfazer o mal, reparar tudo que Deus me mostrou.
Mostro-me preocupado ou ansioso? Tenho deixado de confiar em Deus quanto as minhas necessidades temporais e espirituais? Vivo pensando nas dificuldades, antes mesmo de elas surgirem no horizonte?
Tenho sido culpado de pensamentos sensuais? Permito que minha mente acolha imaginações impuras e ímpias?
Sou veraz no que digo ou, antes, exagero as coisas, ou as diminuo, e assim transmito impressões falsas? Tenho sido mentiroso?
Sou culpado do pecado da incredulidade? A despeito de tudo quanto Deus tem feito por mim, continuo recusando-me a confiar em sua Palavra?
Sou dado a murmurações e queixumes?
Tenho cometido o pecado de negligência na oração? Oro pelos outros? Quanto tempo dedico à oração? Quantas horas passo diante da televisão? Quantas horas gasto em esportes, divertimentos, lazer e outras atividades?
Estou negligenciando a Palavra de Deus? Quantos capítulos da Bíblia costumo ler diariamente? Estudo a Bíblia? Amo-a? Faço das Escrituras a fonte do meu suprimento espiritual?
Tenho deixado de confessar a Cristo abertamente? Sinto vergonha de Jesus? Mantenho a boca fechada quando cercado de pessoas sem Deus? Estou testemunhando diariamente de meu Salvador?
Sinto a responsabilidade pela salvação das almas? Tenho amor pelas almas perdidas? Há no meu coração alguma compaixão por aqueles que perecem? Perdi meu primeiro amor e não me sinto mais aquecido pelo fogo de Deus?"
Sinceramente, Deus falou comigo! Outra coisa que me chamou a atenção na leitura foi que há uma diferença entre arrependimento e remorso. Segundo a Wikipédia: Remorso (que não é um sinônimo de arrependimento) é um sentimento experimentado por aqueles que acreditam que cometeram uma ação que infringe um código moral (pessoal ou não) que obedecem, tornaram-se (ou acreditam haverem se tornado), por isso, passíveis de alguma condenação e punição que será (ou acreditam que será) muito severa dada por terceiros, não querem sofrer tal punição e, então, se punem de alguma maneira mais suportável para fugir dessa condenação e punição. Quem sente remorso não está arrependido verdadeiramente do mal que causou a terceiros, está apenas (por vezes inconscientemente e instintivamente, outras vezes conscientemente), motivado pelo medo da punição, tentando aparentar arrependimento verdadeiro (em alguns casos até acreditando no próprio falso arrependimento), castigando a si mesmo de alguma maneira, por acreditar que um castigo auto-imposto (como forçar-se a se entristecer por exemplo, que é a manifestação mais comum do remorso) a redimiria de seu erro, permitindo-a conseguir fugir de uma punição que seria ainda mais severa vinda do meio social em que vive ou de uma entidade superior. O remorso pode também conduzir a extremos como ódio a si mesmo e auto-flagelação. Arrependimento: Na origem da palavra, arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente.Diferentemente do remorso, em que a pessoa que o sofre não se sensibilizou verdadeiramente do mal que possa haver causado a outros, e que, pensando apenas no próprio bem, é capaz até de infligir a si mesmo algum tipo de castigo (como uma auto-flagelação por exemplo) apenas para tentar se esquivar de sofrer uma punição ainda mais severa por causa do erro que cometeu (punição que pode realmente, ou não, vir a penar), o arrependido verdadeiramente percebe e se sensibiliza das conseqüências ruins que seus atos causaram para outras pessoas (ou o mal que acredite haver causado a algum ser/entidade sobrenatural em que creia). Essa sensibilização à dor alheia leva o arrependido a uma tristeza verdadeira pelo dano sofrido pelos que prejudicou. E, como consequência, sempre faz o arrependido tomar uma firme decisão de não mais cometer o mesmo erro, para não mais causar mal a outros. O arrependimento pode assim, também, ser considerado como a dor sentida por causa da dor causada.
Bom pessoal, é isso que gostaria de compartilhar...
Que possamos estar atentos a estas coisas.
Um abraço,
Com amor, em Cristo.
Débora
quarta-feira, 10 de março de 2010
Salmos 37:4-5
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
**Mulheres de Provérbios 31**
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
..::Guardando o coração::..
Muitas vezes ouvimos esta palavra: “ guarde seu coração”. Já comentei algumas vezes com meus irmão amados, que se eu soubesse realmente como fazer isso, seria muito mais fácil. Porque infelizmente, guardar nosso coração não é a mesma coisa de colocar um CD dentro de uma caixinha, ou uma roupa no guarda-roupa. Guardar o coração é guardá-lo dos maus sentimentos, ou melhor, guardar de tudo que não procede de Deus. Como eu não sei a fórmula de guardar um coração, não encontrei a caixinha de guardar ainda, com base na palavra de Deus vou tentar achar um caminho que esclareça como guardar nosso coração. Isto porque tenho sentido a plena necessidade de guardar o meu. Tomara que esta palavra possa edificar a vida de outros irmãos também.
Primeiramente, a palavra que me chamou atenção foi guarda: Ato ou efeito de guardar; vigilância; cuidado, guardamento. Quem guarda, pode ser chamado de guarda (tipo guardinha de rua), que significa: Pessoa encarregada de vigiar ou guardar alguma coisa; vigia; vigiador; sentinela. A primeira coisa que quero destacar é que para se guardar algo, é necessário que haja quem guarde, e neste caso somos nós os responsáveis por guardar nosso coração. Tá bom, realmente não mudou muita coisa, continuo sem uma resposta, e com a incumbência de guardá-lo de alguma forma. Mas umas das palavras usadas para descrever a guarda é vigilância e vigiar. E estas palavras, são palavras que definitivamente fazem parte do vocabulário crentês. (“Vigiaaa!!!”). Vigiar é: prestar atenção, tomar conta, observar atentamente, estas são ações que devemos tomar para não cairmos nas ciladas do nosso próprio coração. A vigilância, deve ser acompanhada em oração. Jesus, no Getsêmani, ordenou a seus discípulos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Creio que isto se encaixa perfeitamente em relação a guardar nosso coração. É necessário que estejamos sempre atentos ao nosso coração, e colocando isso em oração. Qualquer coisa que sentimos, seja esse sentimento causador de uma sensação boa ou ruim, já devemos colocar em oração. “Deus, esta alegria provém de Ti? É para sua glória?” ou “Senhor, esta tristeza, é para morte ou para arrependimento?”. Nosso Espírito já está pronto porque já temos o Espírito Santo de Deus em nós, e Ele santifica nosso espírito, Ele nos dá revelação de Deus através do nosso espírito, é uma interação entre o nosso espírito e o Dele que faz com que nosso espírito esteja pronto. Porém, nossa carne, a junção do nosso corpo físico mais nossa alma (que são nossas vontades, desejos, expectativas) é fraca justamente porque ainda é corrompida por este corpo que está habitando ainda num mundo que jaz no maligno, num mundo ainda contaminado pelo pecado. Por causa da nossa carne ainda somos pecadores, por causa da nossa carne, nosso coração ainda é enganado muitas vezes, por causa de nossa carne muitas vezes deixamos de guardar o nosso coração e acabamos por sofrer desilusões, angústias, dores, tristezas, decepções, marcas tão difíceis de se remover...
Hebreus diz que a palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de discernir as intenções do coraçãoe em Jeremias 17:9 diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” O profeta, pela revelação do Senhor nos adverte, o coração é enganoso, chega a ser perverso. É perverso com nós mesmos. Faz com que sintamos o que não queremos e o que não deveríamos. Mas a palavra do Senhor é eficaz para discernir estes maus intentos e aniquilá-los, pois ela também é citada com espada nas Escrituras, e como espada, vem a destruir os enganos de nosso coração.
No versículo de Provérbios 4:23, vemos que é do coração que saem as fontes de vida. Que fontes? Que vida? As fontes que regam as nossas vidas! Nosso coração, quando tem motivações erradas, sentimentos maus, decepções com as circunstâncias da vida e até mesmo com as pessoas que nos cercam, o cansaço, acaba deixando nossa caminhada mais pesada. Se do nosso coração procedem as fontes de vida, é necessário que de dentro do nosso coração saiam águas vivas, como as do trono de Deus. Como fazer isso? Estabelecendo o trono de Deus dentro dos nossos corações. Entendo perfeitamente que muitas vezes parece difícil estabelecer o trono de Deus e mantê-lo em nossos corações, porque dizer que o Senhor mora no nosso coração é fácil, mas realmente mora? Quais têm sido as nossas principais preocupações?
Como anda o seu coração? Se dentro do seu coração há espaço para ciúmes, ansiedade, tristeza, decepção, dores, isso significa que não está sendo ocupado da forma correta por Deus. O trono de Deus erguido e estabelecido dentro de um coração gera paz, a paz que excede todo o entendimento. Isto também parece bem claro, ok? Então, o que devemos fazer para guardar nossos corações ? Primeiramente devemos limpá-lo... Limpar o coração de toda mágoa, angústia parece uma tarefa muito difícil, mas Jesus pode fazer isso por nós. Devemos colocar diante Dele, pedir perdão por tudo aquilo que deixamos corromper o nosso coração, tudo isso em oração, quebrantamento, sinceridade e desejo profundo de limpar para que o Rei da Glória habite nele. Após limpá-lo, devemos mantê-lo numa condição de guarda e vigilância constante, o caminho é: em oração. Eu realmente queria uma resposta de como guardar o coração, e Deus me agraciou com uma resposta clara: “Guardará teu coração em oração”. "A oração de um justo muito pode em seus efeitos."(Tiago 5:16) Lembro-me de uma vez ter questionado, conversando com um amigo: Quem é justo perante a Deus? Depois de uns dias ele me veio com a resposta: Todos que são justificados pelo Sangue de Jesus. Ora, então somos justificados, aptos a orar uma oração poderosa em efeitos! Podemos então guardar nossos corações com as próprias armas que Deus nos dá! Mas percebi claramente a importância de limpá-lo antes de guardá-lo, pois o que acontece se você guardar um prato sujo dentro do armário? O mais provável é que se encroste uma sujeira, que com o passar do tempo será muito difícil de tirar. E o Senhor não quer estabelecer o trono Dele, Santo, dentro de um lugar poluído. Mas, e se pensarmos de outra forma, quando você precisa arrumar seu quarto e coloca tudo que vê pela frente dentro do guarda roupa, sem dobrar, sem ajeitar e fecha a porta, não cabe mais nada, e você decide colocar algo maior e de muito valor lá dentro também, mas quando você abre a porta, não há espaço. Assim é nosso coração, por vezes desejamos tanto a presença do Senhor dentro dele, porque sabemos que é a única forma de jorrar fontes de vida verdadeiramente, mas convidamos-O com desleixo para vir habitar em nosso coração, não arrumamos o espaço, não limpamos o local para Deus ali estar.
Deus usou a vida de Salomão para dar este recado aos seus filhos, que guardem seus corações. E hoje nos dá entendimento de que devemos guardá-lo em oração, com arrependimento dos maus intentos e com muito zelo. Porque nosso coração é o lugar onde o Senhor quer morar. Mas antes de convidarmos o Senhor a vir morar nele, devemos limpá-lo com súplicas e arrependimento genuíno. Tudo isto é um processo, que devemos passar, mais dia ou menos dia, espero que quanto antes melhor, porque as lições do Senhor são simple àqueles que buscam conhecer e obedecer seus mandamentos.
Guardar nossos corações torna-se um mandamento do Senhor. Porque que fontes regarão as nossas vidas se não guardarmos o lugar do Trono de Deus em nós?